Antônio de Moura Castro

Brasil

Ouro do tolo. Joia para o preto colocar no branco e matá-lo.

Colar

Latão polido, cobre, espinhos de paineira e veludo.


R$ 1.581,86

Joia para matar o branco estuprador no momento do coito forçado.

Outros

Cobre, espinho de paineira e elástico.


R$ 743,52

Anel para furar o olho do branco.

Anel

Cobre e espinho de paineira. Aro 17.


R$ 743,52

Chave para matar e morrer.

Colar

Cobre, espinhos de paineira e palha de buriti. 


R$ 838,34

Bracelete de Oxóssi com arco e flecha para acertar a bala perdida.

Bracelete

Cobre rebitado e folha de latão cinzelada.


R$ 2.320,40

Antônio de Moura Castro

Brasil

Este trabalho é uma tentativa de compreensão (não de entendimento) sobre as maselas da escravidão.
Acabar com a ideia de democracia racial de Giberto Freyre e demonstrar a realidade do “homem cordial” descrita por Segio Buarque de Holanda é fundamental para entendermos o racismo estrutural no Brasil. A proposta é incomodar, abrir um diálogo sobre o apagamento da história de um povo que até hoje só foi narrada e pouco escrita. A perda da ancestralidade: uma ferida de um Brasil sangrento. Vida e morte. Ataque e defesa. Opressor e oprimido.
É disso que trata...

Eu quero falar sobre o povo preto. Quando pensei sobre o processo para a realização deste trabalho idealizei esta frase como ponto de partida de uma narrativa. Durante o percurso notei que seria mais adequada a frase: Eu quero falar com o povo preto. Pedir licença e me desculpar. Me sinto, como ser humano, branco, culpado pelos erros dos meus antepassados que sistematicamente chegam a mim. Essa culpa funciona como um defeito de fábrica que nos acostumamos: A máquina já chegou assim... Com defeito... Um apagamento histórico. A história dos brancos suprimiu a história dos pretos. Busco um diálogo da vingança. Esta produção navega, como nos filmes de Quentin Tarantino, pelo sentimento de uma vingança triunfal do bem sobre o mal, algo que nos faz feliz e ao mesmo tempo pensativos.

O desenvolvimento deste trabalho foi baseado na história de Roque José Florêncio (o Pata Seca), escravo reprodutor, produtor de escravos, que teve 239 filhos, propriedade do Visconde da Cunha Bueno. José Florêncio faleceu com 131 anos, em 1958, e sua história narrada através das geraçōes está descrita na tese de doutorado de Marinaldo Fernando de Souza: “Além da Escola: reflexōes teórico-metodológicas com base na análise de práticas educativas alternativas descobertas em áreas rurais de São Carlos – SP”. O Visconde da Cunha Bueno era também o proprietário
da Fazenda Santa Eudóxia, onde resido atualmente.

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